Pequenos passos... (Atualizado!)


Cultivar e guardar a Criação


Por Cardeal Orani João Tempesta

A Quaresma é o tempo que nos encaminha para a Páscoa. A liturgia quaresmal prepara-nos para a celebração do ministério pascal tanto dos catecúmenos, fazendo-os passar por diversos degraus da iniciação cristã, como dos fiéis, que recordam o próprio batismo e fazem penitência. É um tempo em que fazemos caminho para a Páscoa motivados pela Palavra de Deus e unidos aos sentimentos de Jesus Cristo, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade fraterna.

A Campanha da Fraternidade, inspirada em outras campanhas internacionais, ocorre durante este tempo como um gesto concreto e social de conversão. A nossa vida quaresmal é de penitência e mudança de mentalidade, comportamento, perdão, reconciliação – enfim, de retorno entusiasta à nossa vida batismal com coerência. Iremos renovar as promessas batismais na Vigília Pascal. Mas a vida do cristão está baseada em uma revelação do Verbo que se encarnou e se fez homem e assumiu nossa vida. Por isso, a vida de conversão do cristão deve também ser sal, luz e fermento em nossa sociedade. Assim sendo, a cada ano a Igreja do Brasil propõe aos católicos um tema social que, por sua vez, a Igreja propõe também à sociedade, pois são temas que interessam a todos.

Neste ano, a CF 2017 se apresenta como um instrumento à disposição das comunidades cristãs e de todas as pessoas de boa vontade para enfrentar, com consciência crítica, o lema: “cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), com o tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. Uma pessoa de fé que faz sua caminhada quaresmal rumo à Páscoa, ao tomar consciência da realidade de como são tratados os biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente. Como viver e, ao mesmo tempo, saber conviver com a fauna e a flora sabendo que devemos deixar a possibilidade de sobrevivência para a posteridade?

A reflexão sobre os biomas recebe uma rica iluminação da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja. É preciso que a constatação das riquezas e dos desafios ligados ao tema da Campanha da Fraternidade seja levada à ação a partir de uma reflexão serena e profunda dos ensinamentos de nossa tradição cristã. A partir da fé cristã, é grande a contribuição que pode ser dada às questões da ecologia integral e, em particular, à convivência harmônica com os nossos biomas. Como afirmou o Papa Francisco: “as convicções da fé oferecem aos cristãos – e, em parte, também a outros crentes – motivações importantes para cuidar da natureza e dos irmãos e irmãs mais frágeis” (Laudato Si', n.64). O Papa enviou uma belíssima mensagem na abertura da Campanha da Fraternidade.

Ela quer ajudar a construir uma cultura de fraternidade, apontando os princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de solidariedade. A vida fraterna é a síntese do Evangelho quanto às relações humanas, e testemunha a nossa dignidade como verdadeiros filhos e filhas de Deus.

A Campanha da Fraternidade 2017 veio e vem propor uma reflexão acerca da fraternidade em defesa da vida, através de um olhar pautado na luta pela preservação da natureza e da relação entre a sociedade e os biomas brasileiros. Em geral, aceita-se que o País possui seis grandes biomas e que perfaz a maior biodiversidade do planeta. Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade veio para suscitar a defesa da vida através da mudança de comportamento do sujeito, pautada em ações de partilha, de igualdade, de equilíbrio; portanto, propõe uma vida fraterna. Cada região do país tem ações concretas a empreender nessa responsabilidade pela nossa “casa comum”. E, para chegarmos a esse status, é necessário desenvolver um novo olhar acerca da relação harmônica entre os povos e os biomas, entre a natureza e a vida, e para isso é importante desenvolver a fraternidade.

No Domingo de Ramos encerramos a Campanha da Fraternidade. O tema continuará motivando os demais temas durante este ano e deverá ser continuado em nossa pastoral da ecologia ou do meio ambiente. Como gesto concreto, também temos a Coleta Nacional da Solidariedade, que deve ser o fruto de nossas penitências quaresmais. Desde a sua criação, em 1998, o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), vem apoiando centenas de projetos sociais que chegam à CNBB vindos de diferentes regiões do país. A iniciativa foi aprovada na 36ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O financiamento dos projetos é feito com o resultado apurado na Coleta Nacional da Solidariedade realizada no Domingo de Ramos. Somente no período de 2010 a 2015, foram atendidos mais de 1.760 projetos. Este ano a Coleta será no próximo domingo, dia 9 de abril, já iniciada nas missas depois do meio dia de 08 de abril, ao iniciarmos a Semana Santa com o Domingo de Ramos.

Essa arrecadação de fundos integra as atividades da Campanha da Fraternidade, com participação efetiva das dioceses, paróquias e comunidades. Do valor total arrecadado nas coletas das missas, 40% são enviados ao Fundo Nacional da Solidariedade, gerido pela CNBB. Os outros 60% atenderão a projetos sociais das (arqui)dioceses, administrados pelos respectivos Fundos Diocesanos de Solidariedade (FDS). Mesmo com os tempos difíceis de hoje, essa Coleta é um gesto solidário com tantos que necessitam de um trabalho social. Por isso, lembro que essa Coleta deve ser fruto de nossa penitência quaresmal, e recordo novamente que com a Coleta se encerra a Campanha da Fraternidade, mas não o tema. Que possamos refletir sobre ele durante todo este ano e quiçá durante a nossa vida, pois, cuidar do meio ambiente é sinal de amor a Deus e pela criatura.

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1714/cultivar-e-guardar-a-criacao





O direito à água: “Ainda não é tarde, mas é urgente

Ainda não é tarde, mas é urgente: temos de agir em favor do direito de cada ser humano na água e água não contaminada", disse o Papa Francisco no último dia 24, durante o encontro sobre o direito à água, promovido pela na Casina Pio IV, Pontifícia Academia das Ciências.
Ainda não é tarde, mas é urgente estarmos cientes da necessidade da água e do seu valor essencial para o bem da humanidade”, disse o Papa em uma tradução de Rádio Vaticano, "porque o respeito à água é uma condição fundamental para o exercício dos outros direitos humanos porque onde tem água, tem vida, e assim a sociedade pode nascer e progredir. E é urgente porque a nossa casa comum tem necessidade de proteção e, também, que se compreenda que nem toda a água é vida: somente a água segura e de qualidade. Toda pessoa tem o direito ao acesso à água potável e segura; é um direito humano essencial e uma das questões cruciais no mundo atual. É triste ver quando, numa legislação de um país ou de um grupo de países, não se considera a água como um direito humano. É ainda mais triste quando se apaga aquilo que era escrito ali e se nega esse direito humano.
Se respeitarmos esse direito como fundamental, estaremos a colocar as bases para proteger os outros direitos", explicou o Papa. "Mas se violarmos esse direito essencial, como poderemos vigiar os outros e lutar por eles? Nesse empenho de dar à água o lugar justo é necessária uma cultura do cuidado, parece uma coisa poética. A criação é uma poiesis, essa cultura do cuidado que é criativa. E também favorecer a cultura do encontro, em que se unem numa causa comum todas as forças necessárias de cientistas e empreendedores, governantes e políticos. Isso é poesia, como a criação. Precisamos unir todas as nossas vozes numa mesma causa. Não serão tantas vozes individuais e isoladas, mas o grito do irmão que protesta por nós, é o grito da terra que pede o respeito e o compartilhamento responsável de um bem, que é de todos. Nessa cultura do encontro, é imprescindível a ação de cada Estado para garantir o acesso universal à água segura e de qualidade.”
O Papa Francisco enfatizou que “o direito à água é também um dever com a água” e que  “do direito que temos à ela vem a obrigação que é ligada à ela, e não se pode separar. É imprescindível anunciar esse direito humano essencial e defendê-lo, como se está fazendo, mas também agir de maneira concreta, assegurando um empenho político e jurídico com a água. Nesse sentido, cada Estado é chamado a concretizar, também com instrumentos jurídicos, o que vem indicado nas resoluções aprovadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2010, sobre o direito humano à água potável e à higiene.
O direito à água é determinante para a sobrevivência das pessoas, por isso é uma prioridade também educar as próximas gerações sobre a gravidade dessa realidade. A formação da consciência é uma tarefa difícil, requer convicção e dedicação. E eu me pergunto se, em meio a esta terceira guerra mundial em pedaços que estamos vivendo, não estamos caminhando em direção à grande guerra mundial pela água.”
O trabalho é nosso, a responsabilidade é nossa”, concluiu o Papa.
Fonte: https://pt.zenit.org/articles/o-direito-a-agua-ainda-nao-e-tarde-mas-e-urgente
(26.02.2017)






Lançado oficialmente o tema da Campanha da Fraternidade 2017 na Arquidiocese do Rio de Janeiro


No último sábado, dia 18 de fevereiro, o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, realizou o anúncio oficial da Campanha da Fraternidade 2017, na Arquidiocese, com a celebração da Santa Missa, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. Na saudação inicial, Dom Orani esclareceu que a celebração era um ato solene de lançamento oficial, na Arquidiocese do Rio, do tema da Campanha da Fraternidade 2017, "Biomas brasileiros e defesa da vida", e cujo lema é: "Cultivar e guardar a criação". 




Segundo o arcebispo, a cada ano a Igreja do Brasil propõe um tema para reflexão e conversão quaresmal, que deve se traduzir também em atitudes concretas de reconciliação, de perdão e de mudança de vida, o que, para os cristãos, têm sempre consequências sociais.

"Quando nós lançamos a Campanha da Fraternidade para nossa Arquidiocese, isso é o resultado de várias atividades que tivemos antes da celebração desta Eucaristia; tivemos a oportunidade, pelos vicariatos e pelo Fórum de todas as pastorais sociais, de expor os assuntos sobre o tema da Campanha da Fraternidade, de forma que algumas conclusões sobre o "agir" da Campanha da Fraternidade já foram discutidas. Hoje é um dia solene, em que nós recolhemos tudo aquilo que foi conversado, discutido e, ao mesmo tempo, colocamos como que o nosso direcionamento para esse próximo tempo, que não se encerra apenas com os quarenta dias de quaresma", afirmou.

Dom Orani ressaltou que o tema da CF é sempre muito abrangente, que supõe uma conversão, uma mudança de mentalidade e uma continuidade, nesse caso, na questão que o Papa Francisco levanta na Encíclica "Laudato Si'", sobre o cuidado com a "casa comum".

Na homilia, Cardeal Tempesta traçou um contraponto entre o evangelho da transfiguração e a perspectiva da quaresma: "Diante desse mundo em mudança, em transformação, em que nós vamos vivendo e somos chamados a dar respostas concretas, a Palavra de Deus, que nós ouvimos hoje, nos fala que, do lado dos cristãos, do lado da Igreja, todo o trabalho social é consequência da sua fé: em quem nós acreditamos, como nós acreditamos. Pelo fato de crer e, ao mesmo tempo, na época da Quaresma estarmos mudando de vida, nós temos algumas atitudes que vão se convertendo", disse.

Para o arcebispo, "nós somos chamados a ver, pela fé, que Jesus Cristo é o Verbo Filho de Deus, a quem devemos ouvir". Nesse sentido, somos chamados, pela fé, a enxergar os acontecimentos e a viver nossa vida com coerência; na vida de comunidade, na nossa unidade enquanto a Igreja: "nós não podemos agir e tomar decisões, fazer coisas, sendo desunidos entre nós". Dom Orani alertou também que "somos chamados a anunciar que tenhamos atitudes diferentes em relação à sociedade, à própria humanidade em que vivemos, de forma a suscitar questionamentos na sociedade". 

Todavia, ressaltou que "seria uma incoerência dos cristãos suscitar questionamentos, se não estivessem sendo os primeiros a fazer. A quaresma traduz isso com muita clareza: a vida de conversão é voltar ao seu batismo, e é por causa disto que nós vamos ter atitudes de reconciliação com o outro, de perdão para com o outro; de ir ao encontro do próximo, de amar o inimigo, de conviver com aquele que é diferente; de nos respeitarmos mutuamente. Todos esses aspectos fazem parte da vida de conversão que os cristãos são chamados: ter atitudes diferentes e suscitar atitudes diferentes", ressaltou o Cardeal.



P.S.: Alguém esqueceu de incluir a Amazônia Azul (4,5 milhões de km²)... Mesmo sendo denominada como Zona Marinha e ZEE (Zona Econômica Exclusiva, vide MMA), é - tecnicamente - um bioma (vide ICMBio) e poderia ter sido incluído como área de múltiplas interações. Afinal, o fato de não existirem "paróquias marítimas" onde seja abordada a campanha, nossas ações continentais se propagam (e muito!) neste espaço, fornecendo direitos e deveres com esta parcela da Criação... #SóLembrando









Fórum arquidiocesano sobre o meio ambiente



Considerando a relevância do tema abordado pelo Papa Francisco na Encíclica “Laudato Si” sobre o cuidado com a Casa Comum, cuja questão também foi tema da Campanha da Fraternidade deste ano, o Vicariato Episcopal para a Caridade Social realizará o Fórum sobre Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro, no dia 03 de dezembro, das 8h às 13h, na Igreja de Sant’Ana, no Centro.
Estarão presentes o Cardeal Orani João Tempesta, o vigário para a Caridade Social, padre Manuel Manangão, o vigário adjunto para a Caridade Social, padre Marcos Vinício Miranda Vieira, o coordenador arquidiocesano de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado, a coordenadora interina da Campanha da Fraternidade arquidiocesana, Carmem Swire, além de engenheiros e técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente.

De acordo com o vigário adjunto do Vicariato para a Caridade Social, padre Marcos Vinício Miranda Vieira, o fórum será dividido em quatro eixos temáticos, tendo em vista o protagonismo dos leigos e todas as sociedades responsáveis pelo cuidado da Casa Comum.
Para este evento, destacamos alguns pontos que serão trabalhados. O primeiro deles será uma reflexão sobre a Encíclica “Laudato Si” e a sua repercussão a partir de projetos sociais criados na Arquidiocese do Rio. O segundo ponto abordará o papel do leigo como agente, tanto formador da questão ambiental quanto como parte integrante desse processo. Já a terceira abordagem tratará sobre a experiência de uma ação concreta”, explicou.
Ainda segundo padre Marcos Vinício, o trabalho realizado em prol do cuidado com a Casa Comum resultou num convênio entre a Rede Dom Helder Câmara e a Secretaria Estadual do Ambiente, as quais estão promovendo com paróquias já cadastradas a reciclagem de óleo. O lançamento oficial da parceria será no dia 30 de novembro. 
Todas as pastorais sociais são convidadas a participarem do Fórum sobre Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro, uma vez que, a partir desse evento, resultarão as propostas concretas para as ações a nível arquidiocesano para o próximo ano.

Cada paróquia poderá enviar três representantes. As inscrições poderão ser feitas nas paróquias e no portal da arquidiocese - arqrio.org. Mais informações pelo telefone: 2292-3132 ou pelo email: vicariatosocialrj@arquidiocese.org.br.
Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/5111/forum%ADarquidiocesano%ADsobre%ADo%ADmeio%ADambiente2/2




3º Encontro Nacional da Pastoral do Turismo


Turismo e Ecologia Integral à Luz da Laudato Si”. Este será o tema do 3º Encontro Nacional da Pastoral do Turismo, que  ocorrerá de 09 a 12 de novembro, em Caldas Novas (GO). 
O evento  contará com a presença da referencial latino-americana da Pastoral do Turismo junto ao Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), Dênia Menguellis, que abordará o tema principal. Outros palestrantes também já estão confirmados e irão tratar de assuntos como o Turismo de Base Comunitária, Turismo Religioso e Cultural, Formação de Agentes e a relação da Pastur com outras pastorais sociais.
As inscrições para participar do encontro podem ser feitas pelo site da Pastur, no link do Encontro Nacional. No mesmo local, também constam informações sobre a programação. 
A Pastoral do Turismo está em processo de implantação em todo o Brasil. Está presente em (arqui)dioceses como Manaus, Belém, Recife, Salvador, Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Niterói e Rio de Janeiro. Um de seus objetivos é evangelizar o mundo do turismo, anunciando uma possibilidade evangélica da prática turística. Por ser uma pastoral social, a Pastur faz parte do Setor Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),  juntamente com outras pastorais que buscam evangelizar a pessoa em situação de mobilidade.

Fonte: http://www.cnbb.org.br


Vicariato Santa Cruz realizará Jornada Ambiental


Dando continuidade aos debates acerca do tema da Campanha da Fraternidade deste ano que tem como tema "Casa Comum, nossa responsabilidade" e o lema "Quero ver o direito brotar com fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Am 524), a Comissão de Pastoral da Ecologia e Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro está promovendo, desde maio, as jornadas ambientais em todos os vicariatos territoriais da arquidiocese. A próxima será no dia 16 de julho, das 10h às 14h, na Paróquia Santa Edwiges e São Pedro, em Sepetiba, no Vicariato Santa Cruz.
Além de debater aprofundar o tema da CF a jornada irá debater o papel central da educação ambiental para a formação de valores na sociedade considerando questões como sustentabilidade do planeta, as políticas vigentes e aumento da pobreza decorrentes dos graves problemas ambientais enfrentados em todo o mundo. Outro objetivo é estimular que as comunidades possam criar núcleos da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente nas paróquias da arquidiocese.
Para o Padre Marcos Vinícius, coordenador adjunto do Vicariato para a Caridade Social da Arquidiocese do Rio, as jornadas ambientais pretendem aproximar as diferentes realidades sociais e ambientais existentes na cidade para debater educação ambiental, políticas públicas, redução dos impactos ambientais e sustentabilidade a partir da realidade da experiência das paróquias e comunidades:
"A cidade do Rio de Janeiro possui uma realidade plural e a partir das jornadas ambientais será possível conhecer melhor as realidades sociais e ambientais da população da cidade abrangida por cada vicariato territorial e pelas paróquias existentes na arquidiocese. A partir das jornadas queremos estimular a criação de núcleos da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente para que temas como educação ambiental, políticas públicas ambientais, sustentabilidade e a adoção de práticas sustentáveis estejam na agenda das paróquias para que haja mais justiça e qualidade ambiental", afirmou o sacerdote.
Em todas as jornadas ambientais estão previstas apresentações culturais, debates, exibição de vídeos, exposições, oficinas e ação solidária para a comunidade. O projeto conta com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A paróquia Santa Edwiges e São Pedro fica localizada na Rua Santa Edwiges, 300, em Sepetiba. Mais informações pelo telefone (21) 3317-7252.
Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4526/vicariato-santa-cruz-realizara-jornada-ambiental




Inter-relação entre Igreja, Ecologia e Sociedade será tema de debate


Em comemoração ao primeiro aniversário da Encíclica Laudato Si' (do italiano, 'Louvado sejas'), de autoria do Santo Padre, o Papa Francisco – lançada em 18 de junho de 2015 –, a Pastoral da Ecologia e Meio Ambiente promoverá no próximo dia 16 de julho, das 8h às 17h, na Paróquia São José e Nossa Senhora das Dores, no Vicariato Norte, o debate "Igreja, Ecologia, Sociedade e suas inter-relações".
O encontro destina-se aos agentes das pastorais sociais, profissionais da área e pessoas interessadas no tema ou que desejem implantar a Pastoral da Ecologia nas paróquias e comunidades. Na data também será lançado o livro "Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente: por uma paróquia sustentável, comprometida com a defesa da vida e da Casa Comum", de autoria de Rodrigo Cerqueira Borba e do padre José Carlos Pereira, pelo selo Edições CNBB.
O evento contará ainda com oficinas e palestras de professores e especialistas convidados e conta com o apoio da Coordenação Vicarial para a Caridade Social. Segundo Rodrigo Borba, que também é agente da Pastoral da Ecologia, a publicação quer trazer para o cotidiano dos leitores como ocorre a inter-relação entre Igreja, ciência e sociedade, e como empreender esforços para a preservação da vida no planeta em meio a irracionalidade dos atuais padrões de consumo:  
"O Santo Padre se afirma como um dos grandes líderes do século XXI por conseguir expressar de forma proativa e, consequentemente, positiva a inter-relação entre Igreja, Ecologia e Sociedade, promovendo uma cultura de encontro ao passo que faz um alerta mundial para que cuidemos do planeta, nossa Casa Comum. O livro apresenta algumas reflexões e pistas de ação que vão ao encontro do pensamento social da Igreja que quer que a questão ambiental esteja na agenda das paróquias, comunidades, organizações e da sociedade em geral", afirmou.
No encerramento, será celebrada a santa missa de envio dos agentes da Pastoral da Ecologia, profissionais da área e participantes, simbolizando o compromisso com a defesa da vida e o cuidado com o Planeta Terra, nossa Casa Comum.
Para participar do evento, será cobrado taxa no valor de R$ 20, que inclui o livro, café e almoço, e o certificado de participação. Informações e inscrições para o evento podem ser feitas através do e-mail cursopastoraldaecologia@gmail.cominformando nome completo, telefone e e-mail de contato, paróquia ou instituição que representa, e cópia do comprovante de depósito que deverá ser enviado por e-mail até o próximo dia 10 de julho. O depósito deverá ser efetuado no Banco do Brasil, agência 2933-5, conta corrente 41.712-2, em nome de Rodrigo. C. N. Borba.
A Paróquia São José e Nossa Senhora das Dores fica na Rua Barão de Mesquita, 763, no Andaraí.
Conheça a Pastoral da Ecologia
A Pastoral da Ecologia é um serviço de pastoral social que tem como objetivo geral a evangelização, o acompanhamento e orientação pastoral de atividades inspiradas na proposta de Ecologia Integral, apresentada pela Encíclica ‘Laudato Si'’, do Papa Francisco. O documento nos exorta a uma verdadeira conversão ecológica que faça ressoar o grito da Criação e proponha, a exemplo de São Francisco, uma nova forma de relação com a irmã Terra, nossa Casa Comum.
Nesse itinerário, a pastoral busca sensibilizar e desenvolver ações em prol da defesa da vida no planeta, sobretudo aquela sob grave ameaça, propiciando maior senso de justiça ambiental e de co-responsabilidade com a preservação e proteção dos diferentes biomas, da biodiversidade e do cuidado com todos os seres. A Pastoral da Ecologia conclama a todos para a defesa irrenunciável e urgente da nossa casa comum, o Planeta Terra. 
Como metodologia para levar adiante essa missão, a pastoral considera importante manter um diálogo constante e aberto com a sociedade civil e o poder público, favorecendo parcerias, articulação e coordenação de comunidades e campanhas que compartilhem estes critérios de animação pastoral para tornar a Ecologia Integral uma linha de pensamento e ação que perpasse todas as dimensões pastorais, em especial a presença pública da Igreja em sua atuação sócio-transformadora, oferecendo, sempre, um trabalho de educação na proposta da Ecologia Integral, como nos exorta o Santo Padre.
Informações sobre a Pastoral da Ecologia podem ser obtidas pelo telefone (21) 98865-9869, com José Miranda, ou pelo e-mail luame@domain.com.br.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4505/inter-relacao-entre-igreja-ecologia-e-sociedade-sera-tema-de-debate




Arquidiocese de Vitória apresenta adaptação para rádio da encíclica Laudato Si'

Ontem, dia 05 de junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e, com a data, a reflexão necessária sobre a adoção de uma consciência ecológica que preserve a vida em nosso planeta. 
Pensando nisso e aliada ao apelo do Papa Francisco para o cuidado com a Casa Comum, a Rádio América (91,1) estréia a partir de hoje a série "Laudato Si', uma adaptação para o rádio da encíclica de Francisco" com 20 capítulos sobre o cuidado com o meio ambiente. A série será transmitida de segunda a sexta-feira, às 6h e às 21h30min.



Fonte: http://aves.org.br/noticia/adaptada-para-o-radio-enciclica-laudato-si-vira-serie-na-radio-america




Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro inicia Jornada Ambiental pelo Vicariato Jacarepaguá


Dando continuidade aos debates acerca do tema da Campanha da Fraternidade deste ano que tem como tema "Casa Comum, nossa responsabilidade" e o lema "Quero ver o direito brotar com fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Am 524), a Comissão de Pastoral da Ecologia e Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro promoverá ao longo de todo o ano de 2016 jornadas ambientais em todos os seus vicariatos territoriais.
Além de debater aprofundar o tema da CF a jornada irá debater o papel central da educação ambiental para a formação de valores na sociedade considerando questões como sustentabilidade do planeta, as políticas vigentes e aumento da pobreza decorrentes dos graves problemas ambientais enfrentados em todo o mundo. Outro objetivo é estimular que as comunidades possam criar núcleos da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente nas paróquias da arquidiocese.
Para o Padre Marcos Vinícius, coordenador adjunto do Vicariato para a Caridade Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro, as jornadas ambientais aproximar as diferentes realidades sociais e ambientais existentes na Cidade do Rio de Janeiro para debater educação ambiental, políticas públicas, redução dos impactos ambientais e sustentabilidade a partir da realidade da experiência das paróquias e comunidades:
"A cidade do Rio de Janeiro possui uma realidade plural e a partir das jornadas ambientais será possível conhecer melhor as realidades sociais e ambientais da população da cidade abrangida por cada vicariato territorial e pelas paróquias existentes na arquidiocese. A partir das jornadas queremos estimular a criação de núcleos da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente para que temas como educação ambiental, políticas públicas ambientais, sustentabilidade e a adoção de práticas sustentáveis estejam na agenda das paróquias para que haja mais justiça e qualidade ambiental", afirmou.

Em todas as jornadas ambientais estão previstas apresentações culturais, debates, exibição de vídeos, exposições, oficinas e ação solidária para a comunidade. A primeira jornada foi aberta no último dia 21 de maio, no Vicariato Jacarepaguá, na Paróquia São João Batista, em Rio das Pedras. As jornadas contarão com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4416/arquidiocese-inicia-jornada-ambiental-pelo-vicariato-jacarepagua (Maio/2016)


Programa P1MC ou Um milhão de Cisternas...



Inicio esta seção apresentando um programa da Agência Nacional de Água - ANA em parceria com a ASA Brasil - Articulação para o Semi-árido e com a Cáritas Brasileira, onde  se busca garantir a um milhão de famílias rurais a superação de suas carências de água potável, por estarem dispersamente distribuídas e afastadas das redes de abastecimento públicas.

De cunho fortemente político, possui como objetivo a contribuição com o processo educativo e de transformação social, gerenciado pela sociedade civil, visando à preservação, ao acesso, ao gerenciamento e à valorização da água como um direito essencial da vida e da cidadania, ampliando a compreensão e a prática da convivência sustentável e solidária com o ecossistema do semi- árido. A participação da Igreja Católica, segundo a ANA, se mistura com a de outras denominações protestantes (11%), compondo uma rede que une o governo federal, ONGs (6%), cooperativas de trabalho (6%) e entidades de base comunitária em conjunto com sindicatos de trabalhadores rurais (59%).

Particularmente, temo as distorções da doutrina católica que podem advir do mau uso do programa por sacerdotes e leigos simpatizantes à TL, tão difundida pelo semi-árido brasileiro. Entretanto, não posso desmerecer os frutos do mesmo, no auxílio à manutenção da dignidade humana em meios com tantas carências físicas.

Fundamentos do programa

I. Contribuir com o desenho e a implementação de políticas públicas focadas na mitigação dos efeitos da seca e na identificação de modelos de desenvolvimento sustentável destinados ao atendimento de famílias rurais, localizadas no semi-árido a partir do aproveitamento das águas de chuva;

II. Ofertar alternativas tecnológicas para o aproveitamento das águas de chuva, para solucionar ou amenizar o problema de escassez ou falta de água potável nas áreas rurais do semi-árido brasileiro;

III. Desenvolver e disponibilizar, para pequenas comunidades rurais difusas, técnicas e métodos de dimensionamento, construção e manejo de sistemas de abastecimento d’água de chuva (cisternas rurais);

IV. Desenvolver um processo educativo e de mobilização social, visando ampliar a compreensão e a prática de convivência sustentável com o semi-árido e a valorização da água como direito de vida, minimizando os problemas de saúde e eliminando os casos de doença por veiculação hídrica.

Este é um programa interessante que pode ser reproduzido tanto em outras zonas rurais quanto em zonas urbanas, onde não haja acesso às redes de abastecimento de água. O acesso ao saneamento básico é inalienável a cada pessoa e devem ser divulgadas ações que o promovam. Acredito que o P1MC, aliado a uma programa de divulgação e capacitação em sistemas sanitários do tipo fossa-filtro, ou do tipo fossa seca, construídos pelas mesmas pessoas capacitadas ou recapacitadas (como no caso de pedreiros, auxiliares e mestres-de-obras), possa proporcionar um grande avanço sanitário no país.

Não como solução definitiva à ausência de saneamento, mas como uma solução paliativa que permita melhores condições de saúde às pessoas, com mais tempo livre para o cuidado com a família e de seus interesses, resgatando uma parcela de vida desperdiçada na busca de água para a sobrevivência, que muitas vezes é dada em troca a políticos locais que intermediam o envio de carro-pipa, custodiando assim o desenvolvimento local.

As cisternas de placas permitem o armazenamento de água para consumo humano em reservatório protegido da evaporação e das contaminações causadas por animais e dejetos trazidos pelas enxurradas e promovem a disponibilidade hídrica de seis a oito meses. São construídas por um sistema de mutirão organizado com as famílias atendidas, que são capacitadas não apenas para as construírem, mas para realizar a  manutenção periódica. Possuem uma capacidade média de 16m³, variando com o número de pessoas atendidas e as dimensões das coberturas das residências. 

Os materiais necessários são: cimento, areia, ferro, arame, brita, vedacit, calhas de zinco, panos, canos e joelhos de PVC, e supercal. Com estes, são moldadas placas in loco que são unidas por uma estrutura metálica revestida por concreto. Como se pode observar, são utilizados materiais de construção comuns e de reduzido custo de aquisição. Cada cisterna é um reservatório cilíndrico, coberto e semi-enterrado que armazena a água da chuva coletada pelas calhas, que passa por uma filtragem simples na coluna coletora.

Os custos de construção variavam entre R$850,00 e R$1.300,00 (2010), que são valores superiores à renda média das populações atendidas. Por isso, há a necessidade de doações e divulgação do programa, para que mais pessoas o conheçam e o apoiem. Os manuais de construção estavam disponíveis até pouco tempo nos sites da ANA, no da ASA Brasil, no da Cáritas Brasileira e no da Campanha Clique Semi-árido, mas agora só alguns links da ASA,  da EMBRAPA e da IRPAA funcionam para pesquisa - todo os demais foram desativados (Atualizado em maio/2016).

Outras publicações da IRPAA para convivência com o semi-árido em parceria com a MISEREOR podem ser encontradas aqui.
  

                                Fonte: Blog SOS Rios do Brasil.

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