26 de maio de 2021

Mensagem do Santo Padre Francisco para o lançamento da plataforma Laudato Si'

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

Com a encíclica Laudato Si', promulgada em 2015, convidava todas as pessoas de boa vontade a cuidar da Terra, que é a nossa casa comum. Há muito que esta casa que nos acolhe sofre as feridas que causamos por uma atitude predatória, que nos faz sentir donos do planeta e dos seus recursos e nos autoriza a um uso irresponsável dos bens que Deus nos deu.


Hoje, essas feridas se manifestam de forma dramática em uma crise ecológica sem precedentes que afeta o solo, o ar, a água e, em geral, o ecossistema em que vive o ser humano. A atual pandemia também trouxe à luz ainda mais o grito da natureza e dos pobres, que são os que mais sofrem, mostrando que tudo está interligado e interdependente e que a nossa saúde não está separada da saúde do meio ambiente em que vivemos.


Precisamos, portanto, de uma nova abordagem ecológica que transforme nossa forma de habitar o mundo, nosso estilo de vida, nossa relação com os recursos da Terra e, em geral, nossa maneira de ver o ser humano e viver a vida. Uma ecologia humana integral, que envolve não só as questões ambientais, mas também o homem como um todo, torna-se capaz de ouvir o grito dos pobres e de ser fermento para uma nova sociedade.


Temos uma grande responsabilidade, principalmente com as gerações futuras. Que mundo queremos deixar para nossos filhos e jovens? Nosso egoísmo, nossa indiferença e nossa irresponsabilidade ameaçam seu futuro! Por isso renovo o meu apelo: cuidemos da nossa "mãe" Terra, superemos a tentação do egoísmo que nos torna predadores dos recursos, cultivemos o respeito pelos dons da terra e da criação, inauguremos finalmente um estilo de vida e uma sociedade sustentável: temos a oportunidade de preparar um amanhã melhor para todos. Das mãos de Deus recebemos um jardim; não podemos deixar nossos filhos no deserto.


Neste contexto, no dia 24 de maio de 2020, proclamei o ano Laudato Si', cuja organização foi confiada ao Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral. Agradeço a todos que celebraram este ano com tantas iniciativas. Hoje tenho o prazer de anunciar que o ano de Laudato Si' se traduzirá em um projeto de ação concreto, a Plataforma de Ação Laudato Si', uma jornada de sete anos em que nossas comunidades se empenharão de diferentes maneiras para se tornarem plenamente sustentáveis, no espírito da ecologia integral.


Desejo, então, convidar a todos a empreenderem juntos este caminho e, em particular, dirijo-me a estas sete realidades: famílias - paróquias e dioceses - escolas e universidades - hospitais - empresas e fazendas agrícolas - organizações, grupos e movimentos - instituições religiosas. Trabalhar juntos. Só assim podemos criar o futuro que queremos: um mundo mais inclusivo, fraterno, pacífico e sustentável.


Em uma jornada que durará sete anos, seremos guiados pelos sete objetivos do Laudato Si', que nos apontarão na direção à medida que buscamos a visão da ecologia integral: a resposta ao grito da Terra, a resposta a o grito dos pobres, a economia ambiental, a adoção de estilo de vida simples, a educação ambiental, a espiritualidade ecológica e o envolvimento da comunidade.


Há esperança. Todos podem colaborar, cada um com a sua cultura e experiência, cada um com as suas iniciativas e capacidades, para que a nossa "mãe" Terra recupere a sua beleza original e a criação volte a brilhar segundo o desígnio de Deus.


Que Deus abençoe cada um de vocês e abençoe nossa missão de reconstruir nossa casa comum. 


Obrigado.


Francisco

Roma, 25 de maio de 2021


As 07 Realidades, os 07 anos e os 07 Objetivos propostos pelo Papa Francisco resumidos numa imagem:



Cristo deve estar no centro de cada pessoa e família...

 

Já repararam que no catolicismo o número sete é importante?!?  É uma simbologia com uma riqueza sem fim: sete dons do Espírito Santo, sete pecados capitais, sete selos e sete trombetas no Apocalipse, sete anos de abundância e sete anos de fome com José no Egito (e as danadas vaquinhas esqueléticas), e por aí vai... Orai e Vigiai, para que nós mesmos não deturpemos as palavras de Francisco e no ativismo ecumênico, não percamos Cristo de vista e não fiquemos órfãos de mãe, pois temos Maria. 


Uma coisa é utilizar a imagem da "Mãe Terra" como uma evocação poética e bela. Outra é pegar um poema de São Francisco, a encíclica do Papa Francisco e alguns de seus discursos e ficar repetindo em tudo quanto é reportagem e documentos "temos que proteger a nossa Mãe"! Acordem, católicos(as) postulantes a gnominhos, temos que proteger a Natureza! Nossa mãe é Maria, ou eu não fui informada que já tomaram o seu lugar no coração dos(as) católicos(as) ativistas em prol de nossa casa comum. 😔


Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé. Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/es/messages/pont-messages/2021/documents/papa-francesco_20210525_videomessaggio-laudatosi.html

24 de maio de 2021

Celebrando com atraso o Pentecostes 2021 em comemoração a Semana Laudato Si'...


Há muito nada publico devido a correria do dia a dia e gostaria de compartilhar um belo salmo sobre a Criação retirado da Bíblia de Jerusalém, mas ao final reproduzo comentários da Bíblia Pastoral online, da Ed. Paulus. 

Ontem foi Pentecostes e foi num dia de celebração como este que a Laudato Si' nos foi apresentada em 2015, complementando o ciclo iniciado com São João Paulo II, trilhado por Bento XVI e coroado por Francisco.


Clique na imagem e acesse a carta encíclica Dominum et Vivificantem de São Paulo II 
sobre o Espírito Santo na vida da Igreja e do Mundo


Salmo 104 (103)

O esplendor da criação


1 Bendize a Iahweh, ó minha alma!
Iahweh, Deus meu, como és grande:
vestido de esplendor e majestade,
2 envolto em luz como num manto,
estendendo os céus como tenda,
3 construindo sobre as águas tuas altas moradas;
tomando as nuvens como teu carro,
caminhando sobre as asas do vento;
4 fazendo dos ventos teus mensageiros,
das chamas de fogo teus ministros!

5 Assentaste a terra sobre suas bases,
inabalável para sempre e eternamente;
6 cobriste-a com o abismo, como um manto,
e as águas se postaram por cima das montanhas.

7 À tua ameaça, porém, elas fogem,
ao estrondo do teu trovão se precipitam,
8 subindo as montanhas, descendo pelos vales, 
para o lugar que lhes tinhas fixado;
9 puseste um limite que não podem transpor,
para não voltarem a cobrir a terra.

10 Fazes brotar fontes d'água pelos vales:
elas correm pelo meio das montanhas,
11 dão de beber  a todas as feras do campo,
e os asnos selvagens matam a sede;
12 junto a elas as aves do céu se abrigam,
desferindo seu canto por entre a folhagem.

13 De tuas altas moradas regas os montes,
e a terra se sacia com o fruto de tuas obras;
14 fazes brotar relva para o rebanho
e plantas úteis ao homem,
para que da terra ele tire o pão

15 e o vinho, que alegra o coração do homem;
para que ele faça o rosto brilhar com o óleo,
e o pão fortaleça o coração do homem.

16 As árvores de Iahweh se saciam,
os cedros do Líbano que ele plantou;
17 ali os pássaros se aninham,
no seu topo a cegonha tem sua casa;
18 as altas montanhas são para as cabras,
os rochedos um refúgio para os ratazanas.

19 Ele fez a lua para marcar os tempos,
o sol conhece o seu ocaso.
20 Colocas as trevas e vem a noite,
e nela rondam todas as feras da selva;
21 rugem os leõezinhos em busca da presa,
pedindo a Deus o sustento.

22 Ao nascer do sol se retiram
e se entocam nos seus covis;
23 sai o homem para a sua faina,
e para o seu trabalho até a tarde.

24 Quão numerosas são tuas obras, Iahweh,
e todas fizeste com sabedoria!
A terra está repleta das tuas criaturas.

25 Eis o vasto mar, com braços imensos,
onde se movem, inumeráveis,
animais pequenos e grandes;
26 ali circulam os navios, e o Leviatã,
que formaste para com ele brincar.

27 Eles todos esperam de ti
que a seu tempo lhes dê o alimento:
28 tu lhes dás e eles o recolhem,
abres tua mão e se saciam de bens.

29 Escondes tua face e eles se apavoram,
retiras sua respiração e eles expiram,
voltando ao seu pó.
30 Envias teu sopro e eles são criados,
e assim renovas a face da terra.

31 Que a glória de Iahweh seja para sempre,
que Iahweh se alegre com suas obras!
32 Ele olha a terra e ela estremece,
toca as montanhas e elas fumegam.

33 Cantarei a Iahweh enquanto eu viver,
louvarei o meu Deus enquanto existir.
34 Que meu poema lhe seja agradável;
quanto a mim, eu me alegro com Iahweh.
35 Que os pecadores desapareçam da terra
e os ímpios nunca mais existam.

Bendize a Iahweh, ó minha alma!



Comentários da Bíblia Pastoral:

* 1-4: Celebra a grandeza de Deus envolvido pela imensidão do universo.

* 5-9: Descreve alguns traços da criação primordial. Trata-se de uma observação simples dos principais fenômenos da natureza.

* 10-18: Celebra o ritmo harmônico da natureza, em que coexistem pacificamente plantas, animais e seres humanos.

* 19-26: Dia e noite delimitam o espaço do homem e das feras. Os vv. 24-26 contemplam a multiplicidade, beleza e imensidão das criaturas.

* 27-28: Enquanto os animais se alimentam diretamente da natureza, o homem precisa transformá-la através do trabalho.

* 29-30: O mistério da vida é visto como o mistério da respiração: sopro de Deus que cria, vivifica e renova.

* 31-34: Neste louvor, o homem reconhece o mistério da natureza, descobrindo nele o próprio mistério de Deus.

* 35: A harmonia da natureza deixa aberta uma questão: por que existem os injustos que produzem desigualdade entre os homens?





18 de abril de 2021

Sobre aprender a amar o mundo apaixonadamente com São Josemaría Escrivá...

 

Antes de mais nada, preciso informar que não sou da Opus Dei, que foi fundada por São Josemaría, porém admiro muitíssimo os seus escritos, utilizando-os muitas vezes pelo meu caminho tão imperfeito. Dito isto, quero compartilhar pequenos textos dele que constam do livro "Entrevistas com Mons. Josemaría Escrivá", pois estes têm a ver com a "vocação" deste blog.



Capítulo 6 - Ponto 75


Muitos estudantes desejam adotar uma atitude ativa ante o panorama que observam em todo o mundo, e sentem-se solidários de tantas pessoas que sofrem física e moralmente ou que vivem na indigência. Que idéias sociais proporia a esta juventude intelectual de hoje?


O ideal é, sobretudo, a realidade de um trabalho bem feito, a adequada preparação científica durante os anos da Universidade. Com esta base, há milhares de lugares no mundo que precisam de braços, que esperam por um trabalho pessoal, duro e sacrificado. A Universidade não deve formar homens que consumam egoisticamente as vantagens alcançadas através de seus estudos; deve prepará-los para uma tarefa de generosa ajuda ao próximo, de fraternidade cristã.


Muitas vezes, esta solidariedade esgota-se em manifestações orais ou escritas, quando não em algazarras estéreis ou prejudiciais. A solidariedade, meço-a eu por obras de serviço: conheço milhares de casos de estudantes de muitos países, que renunciaram ao seu pequeno mundo privado, dando-se aos outros mediante um trabalho profissional que procuram fazer com perfeição humana, em obras de ensino, de assistência, sociais, etc., com espírito sempre jovem e cheio de alegria.



Capítulo 8 - Ponto 117


Mas jamais esse cristão se lembra de pensar ou dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja, e que suas soluções são as soluções católicas para aqueles problemas. Isso não pode ser, meus filhos! Isso seria clericalismo, catolicismo oficial, ou como queiram chamá-lo. Em qualquer caso, é violentar a natureza das coisas. Há que difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que deve levar a três conclusões:


— temos que ser suficientemente honrados, para arcar com a nossa própria responsabilidade pessoal;


— temos que ser suficientemente cristãos, para respeitar os irmãos na fé, que propõem — em matérias de livre opinião — soluções diversas da que cada um sustenta;


— e temos que ser suficientemente católicos, para não nos servirmos de nossa Mãe a Igreja, misturando-a em partidarismos humanos.


Já se vê claramente que, neste terreno como em todos, não poderíamos realizar esse programa de viver santamente a vida diária, se não gozássemos de toda a liberdade que nos reconhecem simultaneamente, a Igreja e a nossa dignidade de homens e mulheres criados à imagem de Deus. Contudo, não esqueçam, meus filhos, que falo sempre de uma liberdade responsável.


Interpretem, portanto, minhas palavras, como elas são realmente: um chamado para que exerçam — diariamente!, não apenas em situações de emergência — os direitos que têm; e para que cumpram nobremente as obrigações que têm como cidadãos — na vida pública, na vida econômica, na vida universitária, na vida profissional — assumindo com valentia todas as conseqüências das suas livres decisões, e arcando com o peso da correspondente independência pessoal. E essa cristã mentalidade laical permitirá fugir de toda e qualquer intolerância, de todo fanatismo; vou dizê-lo de um modo positivo: fará que todos convivam em paz com todos os concidadãos, e fomentará também a convivência nas diversas ordens da vida social.


Resgatando uma homilia antiga do Papa Francisco (2020)

 

"A doença da preguiça e a água que nos regenera"

Terça-feira, 24 de março de 2020


A liturgia de hoje faz-nos refletir sobre a água, a água como símbolo de salvação, porque é um meio de salvação, mas a água é também um instrumento de destruição: pensemos no dilúvio... Mas nestas leituras, a água é para a salvação.


Na primeira leitura fala-se da água que traz a vida, que saneia as águas do mar, uma água nova que cura. E no Evangelho fala-se da piscina, daquela piscina repleta de água à qual os doentes iam para ser curados, porque se dizia que de vez em quando as águas se moviam, como se fosse um rio, porque um anjo descia do céu e as movia, e o primeiro, ou os primeiros, que se lançavam na água ficavam curados. E ali havia muitos doentes: “Um grande número de enfermos, cegos, coxos, paralíticos” ficavam ali, à espera da cura, do movimento da água.


Encontrava-se também um homem que estava doente há 38 anos. Há 38 anos ali, à espera da cura! Isto faz pensar, não é verdade? É demasiado... porque quem quer ser curado organiza-se para ter alguém que o ajude, faz algo, é um pouco ágil, inclusive um pouco astuto... mas ele, há 38 anos ali, a ponto que não se sabe se está doente ou morto... Vendo-o deitado, e conhecendo a realidade, que há muito tempo estava ali, Jesus diz-lhe: “Queres ficar curado?”. E a resposta é interessante: não diz que sim, lamenta-se. Da doença? Não. O doente responde: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou para chegar – estou prestes a tomar a decisão de ir – outro desce antes de mim”. Um homem que chega sempre atrasado. Jesus diz-lhe: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. No mesmo instante, aquele homem ficou curado.


A atitude deste homem leva-nos a pensar. Estava doente? Sim, talvez, tinha alguma paralisia, mas parece que podia caminhar um pouco. Mas estava doente no coração, na alma, estava doente de pessimismo, de tristeza, de preguiça. Eis a doença daquele homem: “Sim, quero viver, mas...”, estava ali. A sua resposta não é: “Sim, quero ser curado!”. Não, é lamentar-se: “São os outros que chegam primeiro, sempre os outros”. A resposta à oferta de cura de Jesus é uma lamentação contra os outros. E assim, 38 anos a lamentar-se dos outros. E sem nada fazer para ser curado.





Era sábado: ouvimos o que os doutores da Lei fizeram. Mas a chave é o encontro com Jesus, mais tarde. Encontrou-o no templo e disse-lhe: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça algo pior”. Aquele homem vivia no pecado, mas não porque tinha feito algo grave, não. O pecado de sobreviver e de se lamentar da vida dos outros: o pecado da tristeza, que é a semente do diabo, da incapacidade de tomar uma decisão sobre a própria vida, mas de olhar para a vida dos outros a fim de se lamentar. Não para os criticar: para se queixar. “Eles chegam antes, eu sou a vítima desta vida”: queixas, estas pessoas respiram lamentações.


Se fizermos uma comparação com o cego de nascença, que ouvimos domingo passado: com quanta alegria, com quanta decisão reagiu à sua cura, e também com quanta determinação foi discutir com os doutores da Lei! Este [paralítico] somente foi ali e informou: “Sim, é ele”, Ponto. Sem compromisso com a vida... Faz-me pensar em muitos de nós, em muitos cristãos que vivem esta condição de preguiça, de incapacidade de fazer algo, lamentando-se de tudo. E a preguiça é um veneno, uma neblina que circunda a alma e não a deixa viver. E é também uma droga, porque se a experimentares com frequência, gostarás dela. E assim acabas por te tornares “dependente da tristeza”, “dependente da preguiça”... É como o ar. E este é um pecado bastante comum entre nós: a tristeza, a preguiça, não digo a melancolia, mas assemelha-se.


E far-nos-á bem reler o capítulo 5 de João, para ver como é a doença em que podemos cair. A água é para nos salvar. “Mas não posso salvar-me” – “Por que motivo?” – “Porque a culpa é dos outros. E permaneço 38 anos ali... Jesus curou-me: não se vê a reação dos outros que são curados, que tomam o leito e dançam, cantam, agradecem e contam a todos. Não, ele vai em diante assim. Os outros dizem-lhe que não se deve fazer isto, mas ele diz: “Aquele que me curou disse-me que sim”, e vai adiante. E depois, em vez de ir ao encontro de Jesus e de lhe agradecer, informa: “Foi Ele”. Uma vida cinzenta, cinzenta com aquele mau espírito que é a preguiça, a tristeza, a melancolia.


Pensemos na água, a água que é símbolo da nossa força, da nossa vida, a água que Jesus usou para nos regenerar, o Batismo. E pensemos também em nós, se alguém de nós corre o perigo de escorregar nesta preguiça, neste pecado “neutro”: o pecado do neutro é este, nem branco nem preto, não se sabe o que é. E este é um pecado que o diabo pode usar para aniquilar a nossa vida espiritual e também a nossa vida como pessoas. Que o Senhor nos ajude a entender quão terrível e mau é este pecado.


Fonte: http://www.vatican.va/content/francesco/pt/cotidie/2020/documents/papa-francesco-cotidie_20200324_mai-lamentarsi.html

7 de abril de 2021

Estamos no Dia Mundial da Saúde e será saudável negar a Eucaristia aos fiéis celíacos?

 

Creio que hoje seja um bom dia para tocar nesta ferida: 


"Católicos portadores de doença celíaca não podem comungar na primeira espécie, apenas na segunda, e muitas paróquias não cuidam bem de seus filhos e filhas, negando acesso à mesma por não possuirem um cálice pequeno e exclusivo".


Alguns falam que o percentual de glúten presente para que a hóstia seja válida não fará mal aos(as) celíacos(as), isto no caso das hóstias especiais, e eu não sei - sinceramente - se estas são fabricadas no Brasil e se quem as fabrica possui certificado de qualidade e realiza testes laboratoriais frequentes em sua produção executados por laboratórios acreditados pelo Inmetro (instituição ofical de metrologia no país). Uma análise pontual nada significa para fins científicos, medicinais e de produção, já que todos processos têm desvios.


Tampouco sei se as paróquias aceitariam que os(as) fiéis celíacos(as) as importassem, mas e os que não podem arcar com os custos de uma importação? Cada grupo de Ação Social de cada paróquia ficaria responsável pela aquisição de um lote anualmente? Os vicariatos se cotizariam para adquiri-las e dividir entre si? Os MECEs seriam treinados - efetivamente - a não se portarem de modo a causar a contaminação cruzada?


É Cristo que está na hóstia e no vinho e Ele se dá em Corpo e Sangue de modos distintos a cada filho e filha! Ninguém pode ser excluído... Se falo com paixão é porque há uma real necessidade de empatia em muitas paróquias.


São tantas as questões sem solução para a primeira espécie quando há uma simples, eficaz e autorizada pelo Vaticano: os sacerdotes irão ofertar a segunda espécie em cálices próprios e menores, cuidando para que não haja falhas e que seja dada a devida honra ao preciosíssimo sangue de Cristo


Por que dificultar tanto o acesso à Eucaristia e não esclarecer em todas as paróquias o que é mais adequado e seguro a todos os fiéis? 


Daí, sempre tem um(a) "esperto"(a) que diz que "ser doente e não consumir a hóstia é falta de fé e ausência do estado de graça"... Será que é isto mesmo? Será que Nosso Senhor, em sua infinita sabedoria e misericórdia, apesar de não ter tocado no tema (afinal, ele deu inteligência a nós para quê?), teria deixado de incluir os doentes com necessidades especiais de terem acesso à Sua Graça? Quem fala aquela frase lá atrás responderia o quê agora?


Vamos lá... A Santa Sé legislou, passou para a CNBB que traduziu e comunicou às arquidioceses e algumas "acolheram" fazendo a comunicação necessária às paróquias. Entretanto, muitas destas continuam ignorando solenemente a necessidade de acolher todos os seus filhos e filhas com o vaso litúrgico necessário e que deve ter uso e manuseio diferenciados pelos sacerdotes e MECE.


Graças a Deus, a minha paróquia tem um sacerdote amoroso que cuida de seus filhos e filhas e providenciou um pequeno cálice e treinou os MECE. Mas e as demais?


Estou sem poder comungar porque preciso me reconciliar e porque com a pandemia, a comunhão na segunda espécie oferece um risco ao sacerdote, pois ninguém está imune de ser assintomático(a) para a Covid-19. Por amor, também preisamos proteger nossos sacerdotes, isto é algo que não pode ser esquecido e aí, só buscando a contrição perfeita e a reconciliação, para quando houver vacina poder novamente comungar (mostrando o comprovante, não é mesmo?).


Então, as Pastorais da Saúde de cada paróquia deveriam se movimentar para sanar esta carência imensa, que afeta o corpo físico e espiritual.


   Fonte: Pastoral da Saúde Nacional (2017).


Particularmente, tenho ressalvas quanto à orientação da CNBB, pois esta fala sobre cada fiel ter seu cálice. Será que o pequeno cálice será tratado, adequadamente, como um vaso litúrgico por leigos?


Vamos REALMENTE usar a caridade cristã e ajudar a espalhar a boa nova aos doentes celíacos e sacerdotes de suas paróquias?


.......................................................................................


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB 

https://cdn.dj.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Sobre-a-comunhao-dos-celiacos.pdf


 Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia 

Brasília, 18 de setembro de 2019 

LIT – Nº.0383/19 


Orientações da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB sobre a 

Comunhão Eucarística dos Celíacos 


"Segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, a doença celíaca "é uma doença autoimune, que afeta o intestino delgado interferindo diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. O único tratamento é a dieta isenta de glúten por toda a vida” (http://www.fenacelbra.com.br/fenacelbra/; acesso realizado em 16/09/2019). 


Desta forma, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, levando em consideração tal condição crônica na qual se encontram fieis cristãos católicos permanentemente intolerantes ao glúten em sua alimentação, deseja recordar aos bispos, sacerdotes, diáconos e a todo o Povo de Deus o que se segue. 


Os fiéis que tiverem extrema intolerância ao glúten, de tal forma que até mesmo uma ínfima quantidade é capaz de causar-lhes graves sequelas, pode comungar apenas sob a espécie do vinho: "O fiel que sofre de fluxo celíaco de sorte a ficar impedido de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, pode comungar somente sob a espécie do vinho." – (Congregação para a Doutrina da Fé, 24 de julho de 2003). 


Nesse caso, o celíaco deve adquirir um pequeno cálice exclusivo, próprio para uso litúrgico e apresentar sua situação ao sacerdote que, ao presidir a missa esse colocará o referido cálice sobre o altar para que o vinho seja consagrado naquela mesma celebração eucarística. 


É importante que bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística tenham conhecimento a respeito desta doença e tomem consciência dos cuidados que ela exige, entre esses a atenção para que o cálice para o uso do celíaco não tenha contato com partículas com glúten ou materiais que possam ter tido contato com glúten, a fim de garantir a comunhão eucarística segura das pessoas celíacas. Aos sacerdotes cabe ainda recordar que sequer se realize no cálice em questão o rito da immixtio, isto é, o gesto realizado pelo sacerdote no qual coloca uma fração da hóstia no cálice. 


Desejamos com isso favorecer aquilo que nos recorda o Papa Francisco em seu discurso de 11 de junho de 2016: “a comunidade cristã está chamada a trabalhar para que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos”. 


Dom Edmar Peron 

Bispo de Paranaguá - PR 

Presidente da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB"


.......................................................................................


CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030724_pane-senza-glutine_po.html


CARTA CIRCULAR AOS PRESIDENTES DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS SOBRE O USO DO PÃO COM POUCA QUANTIDADE DE GLÚTEN E DO MOSTO COMO MATÉRIA EUCARÍSTICA


Prot. N. 89/78 – 17498 - Cidade do Vaticano, 24 de Julho de 2003



"A todos os Presidentes das Conferências Episcopais
Eminência / Excelência,

Há muitos anos a Congregação para a Doutrina da Fé vem estudando o modo de resolver as dificuldades que algumas pessoas encontram na comunhão eucarística quando, por diferentes e graves motivações, se verifica a impossibilidade de ingerir pão normalmente confeccionado ou vinho normalmente fermentado.


Com o intento de oferecer aos Pastores orientações comuns e seguras, no passado foram publicados diversos documentos (Congregação para a Doutrina da Fé, Rescriptum, 17 de Dezembro de 1980, in Leges Ecclesiae, 6/4819, 8095-8096; De celebrantis communione, 29 de Outubro de 1982, in AAS 74, 1982, 1298-1299; Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais, 19 de Junho de 1995, in Notitiae, 31, 1995, 608-610).


Considera-se ora oportuno voltar ao tema, à luz da experiência dos últimos anos, retomando e clarificando no que for necessário, os sobreditos documentos.


A. Uso do pão sem glúten e do mosto


1. As hóstias completamente sem glúten são matéria inválida para a eucaristia.


2. São matéria válida as hóstias parcialmente desprovidas de glúten, de modo que nelas esteja presente uma quantidade de glúten suficiente para obter a panificação, sem acréscimo de substâncias estranhas e sem recorrer a procedimentos tais que desnaturem o pão.


3. Mosto, isto é, o suco da uva quer fresco quer conservado de modo a interromper a fermentação mediante métodos que não lhe alterem a natureza (p. ex., o congelamento), é matéria válida para a eucaristia.


B. Comunhão sob uma só espécie ou com quantidades mínimas de vinho


1. O fiel que sofre de fluxo celíaco de sorte a ficar impedido de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, pode comungar somente sob a espécie do vinho.


2. O sacerdote impossibilitado de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, com a licença do Ordinário, pode comungar somente sob a espécie do vinho quando participar em uma concelebração.


3. O sacerdote que não puder ingerir nem sequer uma mínima quantidade de vinho, caso lhe seja difícil encontrar ou conservar o mosto, com a licença do Ordinário, pode comungar somente sob a espécie do pão quando tomar parte em uma concelebração.


4. Se o sacerdote pode ingerir o vinho, mas somente em quantidade muito pequena, na celebração individual, a espécie do vinho remanescente seja consumida por um fiel participante na mesma eucaristia.


C. Normas comuns


1. Os Ordinários são competentes para conceder a licença de usar pão com baixo teor de glúten ou mosto como matéria da eucaristia em favor de um fiel ou de um sacerdote. A licença pode ser outorgada habitualmente, até que dure a situação que motivou a concessão.


2. No caso em que o presidente de uma concelebração estiver autorizado a usar mosto, predispor-se-á para os concelebrantes um cálice de vinho normal e, analogamente, no caso em que o presidente estiver autorizado a usar hóstias com baixo teor de glúten, os concelebrantes comungarão com hóstias normais.


3. O sacerdote impossibilitado de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, não pode celebrar a Eucaristia individual­mente, nem presidir a concelebração.


4. Dada a centralidade da celebração eucarística na vida sacerdotal, é necessário usar de muita cautela antes de admitir ao presbiterado candidatos que não podem, sem grave dano, ingerir glúten ou álcool etílico.


5. Acompanhe-se o progresso da medicina no campo do fluxo celíaco e do alcoolismo e se favoreça a produção de hóstias com quantidade mínima de glúten e de mosto não desnaturado.


6. Sem prejuízo da competência da Congregação para a Doutrina da Fé no concernente aos aspectos doutrinais da questão, a competência disciplinar é remetida à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.


7. As Conferências Episcopais interessadas, durante as visitas ad Limina, apresentem à mencionada Congregação relatório acerca da aplicação das normas contidas na presente carta e refiram eventuais fatos novos nesse campo.


Rogando-lhe a gentileza de comunicar a todos os membros dessa Conferência Episcopal o conteúdo da presente, valho-me de bom grado do ensejo para saúda-lo.


Fraternalmente

 

Joseph Card. RATZINGER
Prefeito"


.......................................................................................



CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19950619_pane-senza-glutine_po.html


Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais sobre o uso do pão com pouca quantidade de glúten e do mosto como matéria eucarística


Prot. N. 89/78 - Cidade do Vaticano, 19 de Junho de 1995


"Eminência / Excelência,


Este Dicastério seguiu atentamente durante os últimos anos o desenvolvimento do problema ligado ao uso do pão com pouca quantidade de glúten e do mosto como matéria eucarística.


Depois de um estudo aprofundado, conduzido em colaboração com algumas Conferências Episcopais particularmente interessadas, a Congregação ordinária de 22 de junho de 1994 tomou algumas decisões a respeito.


Prezo-me, portanto, em comunicar a normativa a propósito:


I. No que diz respeito à permissão de usar o pão com pouca quantidade de glúten:


A.Pode ser concedida pelos Ordinários aos sacerdotes e aos leigos afetados de doença celíaca, mediante apresentação de atestado médico.


B.Condições para a validade da matéria:


1) as hóstias especiais quibus glutinum ablatum est são matéria inválida;


2) ao contrário, trata-se de matéria válida se nelas for presente a quantidade de glúten suficiente para obter a panificação, e não sejam acrescentadas matérias estranhas e o procedimento usado na sua confecção não seja tal que corrompa a substância do pão.


II. No que diz respeito à permissão de usar o mosto:


A. a melhor solução é a comunhão per intinctionem, isto é, somente sob a espécie do pão na concelebração;


B. a permissão para usar o mosto, contudo, pode ser concedida pelos Ordinários aos sacerdotes que sofrem de alcoolismo e de outra doença que impeça de tomar álcool, mesmo em mínima quantidade, mediante apresentação do certificado médico;


C. por mustum se entende o suco de uva fresco ou mesmo conservado suspendendo a sua fermentação (através de congelamento ou outros métodos que não alterem a natureza);


D. para aqueles que têm permissão para usar o mosto, fica em geral a proibição de presidir a Santa Missa concelebrada. Pode-se, contudo, admitir exceções: no caso de um Bispo ou de um Superior Geral, ou mesmo de um aniversário de ordenação sacerdotal ou em casos semelhantes, mediante a aprovação por parte do Ordinário. Em tais casos quem preside a Eucaristia deverá fazer a comunhão também sob a espécie do mosto e para os outros concelebrantes deve-se predispor um cálice com vinho normal;


E. para os casos de pedidos por parte dos leigos se deverá recorrer à Santa Sé.


III. Normas comuns:


A. O Ordinário deve verificar que o produto usado seja conforme as exigências acima.


B. A eventual permissão será dada somente enquanto durar a situação que motiva o pedido.


C. Se deve evitar o escândalo.


D. Os candidatos ao Sacerdócio que sofrem de doença celíaca ou de alcoolismo ou doenças análogas, dada a centralidade da celebração eucarística na vida do sacerdote, não podem ser admitidos às Ordens Sagradas.


E. Visto que as questões doutrinais implicadas estão definidas, a competência disciplinar sobre toda esta matéria é remetida à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.


F. As Conferências Episcopais interessadas façam referência, a cada dois anos, à sobredita Congregação acerca da aplicação de tais normas.


Ao comunicar-lhe o referido, aproveito a circunstância para render-lhe obséquio e confirmar-me


dev.mo

Joseph Card. Ratzinger
Prefetto"





Ladainha em honra ao Preciosíssimo Sangue de Cristo promulgada pelo Papa João XXIII no dia 24 de fevereiro de 1960:

"Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos.
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos confessores, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória, salvai-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

V. Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
R. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos:
Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. 
Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. 
Assim seja."